A decisão sobre a produção em outubro foi tomada numa conferência realizada por meios digitais entre os ministros do setor da Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã, segundo um comunicado da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), com sede em Viena.
“Os sete países participantes decidiram manter para outubro de 2026 a produção exigida para setembro de 2026”, refere o documento.
Esta medida interrompe a estratégia destes sete países de ir aumentando a produção de modo a reverter gradualmente, há mais de um ano, dois cortes voluntários na produção que aplicaram em 2023.
A mais recente fase do plano consistiu no aumento de 188.000 barris por dia, acordado há um mês e que entrou em vigor em 01 de setembro.
Ao mesmo tempo, continuam em vigor até ao final do ano as reduções obrigatórias na produção de todos os membros da aliança, com exceção do Irão, Líbia e Venezuela.
A próxima reunião para avaliar o mercado vai ocorrer em 04 de outubro.
Vários dos 21 membros da aliança OPEP+, que junta 11 Estados-membros e outras 10 nações produtoras de petróleo, continuam a enfrentar problemas devido a interrupções no tráfego de petroleiros no estreito de Ormuz e no mar Vermelho e aos ataques ucranianos a instalações petrolíferas russas.
Na nota de hoje, refere a Efe, a OPEP apresenta as quotas de produção atribuídas a cada um desses sete países é superior à de julho, com exceção de Omã e Cazaquistão.
De acordo com os dados mais recentes disponibilizados pela OPEP, referentes a julho, a produção conjunta dos 21 membros foi de 37.655 milhões de barris por dia, superior à do mês anterior mas ainda 10% abaixo da verificada em janeiro, antes dos ataques dos Estados Unidos da América e Israel desencadearem uma guerra contra o Irão.
A OPEP+ deve fixar novas quotas por país a partir de janeiro de 2027, esperando-se que sejam acordadas no final de novembro.
Leia Também: Cotação do Brent para entrega em novembro sobe 0,80%






