“Por muito diferentes que sejam os setores, as dimensões e os modelos de operação, praticamente todas as empresas em Portugal e no mundo assentam nos mesmos quatro pilares: operações, área administrativa, finanças e recursos humanos. E estes pilares partilham mais do que a importância que têm para o negócio. Partilham processos, muitos deles transversais e, sobretudo, repetitivos.
No dia a dia, esses processos consomem horas. Muitas horas. Carregar dados, enviar emails padronizados, emitir guias de pagamento, faturas ou recibos de vencimento são tarefas rotineiras, de valor intrínseco modesto, mas sem as quais nenhum negócio funciona.
Há aqui um paradoxo que merece atenção: é destas atividades repetitivas que nasce a informação que alimenta os relatórios com os quais os gestores tomam decisões estratégicas. Por outras palavras, o trabalho de menor valor sustenta as decisões de maior impacto.
É natural, por isso, que muitos decisores se interroguem sobre como reduzir o tempo gasto em tarefas de baixo valor acrescentado e canalizá-lo para o que exige verdadeiramente inteligência humana, como interpretar dados, antecipar cenários e propor respostas para os desafios que os números revelam. A resposta cabe em duas palavras: automação e agentes inteligentes.
© Tiago Costa Lima
Automação: lógica, eficaz e simplificadora
“Se isto, então aquilo”. A lógica dos automatismos arrancou na década de 2000 e nunca esteve tão presente. Graças ao Machine Learning, atingiu um grau de sofisticação que ainda surpreende muitos gestores.
Desde o reconhecimento de texto e numeração à articulação com email, criação de documentos, extração de informação para bases de dados, reporte à Segurança Social, processamento salarial e envio de recibos de remuneração, tudo isto é automação que descomplica o quotidiano das empresas.
O resultado? Simplificação administrativa e financeira, ajustada às regras de cada organização e em total conformidade legal. E, acima de tudo, tempo. Tempo que liberta recursos e atenção para a análise crítica dos dados. Mas é possível ir mais longe, graças à Inteligência Artificial Generativa.
Agentes inteligentes: disponíveis e de olhos no futuro
O que nos reserva o amanhã? Num contexto macroeconómico em que as crises internacionais, as medidas governamentais e a evolução da legislação ditam boa parte dos desafios que as empresas enfrentam, muitos líderes gostariam de contar com um consultor financeiro, de recursos humanos ou de operações, que fosse independente, crítico e fiável, capaz de antecipar cenários e apoiar as decisões com dados do negócio.
Sem magia e sem ilusões, esse consultor pode ser o próprio diretor financeiro da empresa, apoiado pelos agentes inteligentes que atuam no software de gestão com IA Generativa. Estes agentes não substituem o julgamento humano, reforçam-no. São aliados de quem produz relatórios e de quem decide com base neles, seja o diretor financeiro, o diretor de recursos humanos ou o diretor de operações.
Com a naturalidade de uma conversa, cada decisor pode colocar as perguntas de que necessita sobre o desempenho futuro da sua área e obter previsões fundamentadas em dados reais, ponderadas e passíveis de escrutínio. No fim, ganham os responsáveis de cada área e ganha, sobretudo, quem lidera o negócio, que passa a ver neles aliados com uma capacidade reforçada.
Segundo a McKinsey, nas funções financeiras onde a IA foi adotada de forma consistente, os profissionais passam 20 a 30% menos tempo no tratamento de dados, tempo que dedicam ao apoio à estratégia do negócio.
É este o verdadeiro potencial dos agentes inteligentes: longe da magia, ao serviço de quem tem os olhos postos no futuro.”






