“Não gostei de o ouvir dizer aquilo e o José Luís Carneiro respondeu-lhe muito bem, que foi acusação leviana. E ele foi ponderado no português, comparar o José Luís Carneiro com aquele senhor que é líder do Chega, e que nos habitua às coisas mais inacreditáveis, é uma indecência”, disse.
Por outro lado, o antigo autarca socialista desvalorizou as polémicas que envolvem o ministro da Administração Interna, Luís Neves, considerando que está a ser alvo de “uma campanha miserável”.
“Nós estamos de tal maneira permanentemente a ser metralhados com coisas completamente secundárias: eu podia usar um exemplo que já está a passar de moda, que é a casa de campo do atual ministro da Administração Interna, se é um tanque ou se é uma piscina, ou se é o não sei o quê, ou se é o carro”, afirmou, dizendo prestar homenagem a “um excelente diretor da Polícia Judiciária”.
O antigo dirigente socialista defendeu que o PSD é “uma parte essencial da espinha dorsal da democracia portuguesa”, mas atribuiu um papel ainda superior ao PS.
“Nós somos também uma parte essencial, eu até tendo a dizer – sou suspeito – somos ainda mais essenciais, porque nós somos mesmo a coluna vertebral da liberdade e da democracia portuguesa desde sempre, porque tínhamos o antecedente do antes do 25 de Abril”, justificou.
O socialista defendeu ser essencial a capacidade de PS e PSD dialogarem e não andarem “permanentemente às turras”, considerando que quer Hugo Soares quer o líder do PSD, Luís Montenegro, têm a capacidade de o fazer, se quiserem.
João Soares deixou também elogios ao secretário-geral do PS, classificando-o como “um homem sério, um homem decente”.
“Também merecia um dia vir à Universidade de Verão, ainda antes de ser primeiro-ministro, e não será para o ano”, antecipou.





