O porta-voz e vice-presidente do Partido Social Democrata (PSD), Sebastião Bugalho, rejeitou a ideia de que haja uma “crise” no Governo ou no país. Defendeu ainda o ministro da Educação, Fernando Alexandre, em relação à polémica na correção dos exames nacionais.
Em entrevista ao “Política com Assinatura“, da Antena 1, o eurodeputado, referindo-se ao Chega e ao Partido Socialista (PS), defendeu que, “nos tempos mais recentes, os dois partidos da oposição procuram provocar em Portugal uma sensação de crise política” na parte do Governo e na parte do país.
“É muito importante dizer que não há, nem governo em crise, nem país em crise neste momento”, disse.
“Esta ideia de que há um Governo em crise, de que há contas em crise, de que há uma crise política… não vejo as coisas assim, mas compreendo que os partidos da oposição tencionam patrocinar essa perspetiva”, reiterou.
Para o social-democrata, os dois partidos também “não têm mostrado grande interesse em serem parceiros de governação fiáveis”.
Em relação ao Chega, explicou, o partido “lucra com a existência de problemas na sociedade portuguesa” e “cada problema” que o PSD “resolver é menos um eleitor que o Chega tem”.
Já o PS tem uma “tática um tanto ou quanto cínica e dissimulada” e “convenceu-se de que sabotando a governação conseguiria transmitir uma imagem de inércia da parte deste Governo para depois vir ele fazer as reformas que eles não nos deixam fazer”.
“No dia em que Fernando Alexandre deixasse de ser ministro, seria um mau dia”
Sebastião Bugalho saiu ainda em defesa do ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, na polémica sobre a correção dos exames nacionais.
Para o porta-voz do PSD, “no dia em que o professor Fernando Alexandre deixasse de ser ministro da educação, seria um mau dia não só para este Governo como para o país”.
Recorde-se que, pela primeira vez este ano, os cerca de 300 mil exames nacionais do ensino secundário foram avaliados em formato digital, mas o processo registou várias falhas.
No entanto, na segunda-feira, o ministro da Educação considerou que cumpriu a missão no processo de classificação dos exames nacionais e que os problemas registados foram corrigidos, entendendo que o cargo não está em risco.
“Se isto tivesse corrido muito mal, não haveria dúvidas de que a minha posição estaria em causa”, afirmou em resposta aos jornalistas, dizendo que “no final do dia de hoje” poderá “dormir tranquilamente”.
O governante anunciou ainda que os alunos prejudicados poderão realizar exames nacionais numa época especial que se realizará em setembro.
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