“Ano letivo começa mal”. Livre questiona quantos alunos não têm docente

“O ano letivo começa mal exatamente porque vem na continuidade de um caos com que o ano letivo passado termina e o problema dos exames na prática não ficou resolvido”, lamentou Isabel Mendes Lopes, em declarações aos jornalistas à margem da rentrée política do Livre, intitulada “Os Setembristas”, que decorre até domingo, na Alfândega do Porto.

Questionada sobre o arranque do ano letivo, nomeadamente as queixas de falta de professores, a também líder parlamentar responsabilizou o “desmantelamento do Ministério da Educação” pelo Governo PSD/CDS-PP, acusando o executivo de ter abolido estruturas e ter criado um organismo, o EduQA (Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação), que “não tem respostas”.

“Isso mostra como este desmantelamento do Ministério da Educação foi feito de uma forma completamente irresponsável e sem noção, – ou se calhar até com noção, que ainda é mais grave, – das consequências”, lamentou Isabel Mendes Lopes.

A porta-voz do Livre defendeu uma estratégia contrária àquela que tem sido seguida pelo Governo e alertou que ainda não são conhecidos dados concretos sobre quantas crianças estão sem professores.

“Nós neste momento não sabemos quantas crianças é que não têm aulas, não têm professores, nós temos de ter esses dados”, defendeu.

Na ótica do Livre, a solução passa por “apostar na valorização da carreira de professor”.

“Temos mesmo de apostar nos professores, na carreira dos professores e não é isso que vemos da parte do Governo. Vemos até um grande facilitismo em relação à colocação de professores e muitas vezes os professores não têm, no fundo, a carreira nem a pedagogia para poderem dar as aulas de uma forma estrutural e de uma forma contínua”, avisou.

Esta sexta-feira as escolas começaram a receber alunos para mais um ano letivo que será marcado pela proibição dos ‘smartphones’ até ao 9.º ano e pela já anunciada falta de professores, em especial na zona de Lisboa.

Apesar de haver ainda cerca de 2.700 horários por preencher, Fernando Alexandre afirmou que este ano letivo haverá “muito menos alunos sem aulas”.

Uma das medidas para minimizar o problema e que arranca este ano letivo é a possibilidade de as escolas chamarem diariamente professores para substituir docentes em falta, mecanismo que arranca a 18 de setembro.

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Fonte: www.noticiasaominuto.com

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