O multimilionário Bryan Johnson, conhecido pelos investimentos em biotecnologia e pelo objetivo (declarado) de querer “viver para sempre” – o que até já lhe valeu um documentário na Netflix – admitiu numa publicação na rede social X que talvez tenha levado o assunto “longe demais”.
O ex-líder da Kernel, fundador e CEO da Braintree e criador da iniciativa “Project Blueprint” partilhou uma publicação onde diz ter dedicado algum tempo ao que tem sido o seu objetivo nos últimos anos, notando que pode estar a considerar abandonar o desígnio que havia criado para si.
“Tenho pensado nas coisas e pergunto-me se não terei levado isto da longevidade longe demais”, pode ler-se na publicação partilhada na página de Bryan Johnson.

been thinking things over and wonder if i’ve taken this whole longevity thing too far
— Bryan Johnson (@bryan_johnson) July 30, 2026
Apesar desta publicação, Bryan Johnson não demorou muito a mostrar que continua a recorrer a métodos pouco tradicionais para estender a sua vida. Um dia depois, em outra publicação partilhada na sua página da rede social X, o milionário diz que mantém no seu congelador cerca de 10mL de sangue menstrual da namorada, Kate Tolo.
“O sangue menstrual é valioso e subutilizado”, escreve Johnson, descrevendo ainda que a amostra proporcionada por Kate durante o seu último ciclo menstrual contém células endometriais, células imunes e células estaminais, notando que consegue obter dados diretamente do útero sem uma intervenção cirúrgica. “Gosto que a Kate seja uma experiência científica comigo”, notou Johnson.
Menstrual blood is valuable and underutilized.
We collected to…
> look for diseased tissue
> measure microplastics
> measure endocrine disruptors
> measure PFASIt’s a non-invasive look into the uterus.
This is great because you get the data without surgical biopsy, it can…
— Bryan Johnson (@bryan_johnson) July 31, 2026
Bryan John admite ter doença autoimune
O multimilionário fez uma publicação na rede social X no começo de julho onde revelou ter Gastrite Autoimune, uma doença crónica que leva a deficiências de ferro e de vitamina B12 que, por conseguinte, resulta em anemia.
Na (longa) publicação, Johnson nota que entre 2 a 5% da população sofre desta doença e, ainda que o próprio não saiba desde quando sofre de Gastrite Autoimune, promete que tentará curá-la, descrevendo todo o processo que (juntamente com a sua equipa) está a desenvolver com esse objetivo.
Numa nota mais pessoal, Johnson reflete sobre a importância da saúde e na forma como nos relacionamos com aqueles que mais gostamos.
“Preenchemos os nossos dias sobretudo com coisas que são triviais comparado com aquilo que realmente nos importa. Sabemos, no fundo, que no meio de todo esse ruído a saúde é facilmente esquecida até que se torna a única coisa que importa”, escreve Johnson. “Desejo-vos a todos o melhor. Cuidem de vocês, dos outros, do planeta e dos nossos amigos animais. Cuidem da vida uma vez que o presente mais precioso que existe”.
Bad news #1:
I have an autoimmune disease. My stomach is eating itself.
Bad news #2:
2–5% of people have this, too. Likely more, because it hides.
Good news:
I’m going to try and solve it. Will share all.
As a kid, I ate sugar cereal, drank sugary soda, and gobbled down… pic.twitter.com/EbJ8a916uS
— Bryan Johnson (@bryan_johnson) June 30, 2026





