PS critica ministro Rangel a propósito do PISA 2025 e propõe mudanças

Estas posições foram assumidas pelo deputado do PS Porfírio Silva, um dia depois de terem sido divulgados os resultados da mais recente edição do PISA, estudo realizado pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económicos (OCDE), nos quais pioraram os resultados dos alunos portugueses a leitura, matemática e ciências.

Em declarações aos jornalistas, na Assembleia da República, Porfírio Silva referiu que “Portugal continua na média da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económicos (OCDE)”, com “exatamente o mesmo valor que a média da OCDE” em ciências, “ligeiramente acima” da média em leitura e “um pouco abaixo” em matemática.

“Quer isto dizer que devemos estar descansados? Não, não podemos estar descansados porque os dados indicam que há um declínio prolongado e global, na OCDE, das aprendizagens, e que as poucas exceções a esse declínio são quase todas no grupo asiático – onde nós, obviamente, não estamos”, ressalvou, em seguida.

O deputado do PS defendeu que os resultados do PISA espelham uma “tendência global” de diminuição da qualidade das aprendizagens, que Portugal acompanha, e não “fenómenos conjunturais”, e exigem por isso “uma reflexão” por parte de todos sem “leituras simplistas e maniqueístas”.

Mais à frente, Porfírio Silva criticou diretamente o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, pelo modo como falou sobre esta matéria, responsabilizando a governação do PS e nomeando em particular o ex-ministro João Costa, no encerramento do debate da moção de censura do Chega ao Governo PSD/CDS-PP, na terça-feira.

“Qualquer um de nós, com responsabilidades públicas, que diga isto é problema dos outros, está a ser irresponsável. É gravíssimo que o ministro de Estado dos Negócios Estrangeiros, numa circunstância tão solene como o encerramento do debate da moção de censura, pratique essa irresponsabilidade de dizer nós não temos nada a ver com isso”, declarou.

Segundo o deputado do PS, o ministro deveria saber que Portugal está “na média da OCDE” nesta matéria.

“Pensávamos que o ministro Paulo Rangel sabia e sabe que há uma tendência global na OCDE, que nos preocupa a todos, mas que há uma tendência global na OCDE, com muito poucas exceções. Pensávamos que o ministro Paulo Rangel sabia que há uma componente cultural e societal forte nos desafios que a escola tem hoje em dia”, comentou.

Porfírio Silva concluiu que, “aparentemente, o ministro Paulo Rangel não sabe isso, e só uma pessoa que não sabe isso é que pode considerar-se irresponsável por aquilo que está a passar-se nas escolas”.

Segundo o deputado do PS, o ex-ministro da Educação João Costa “fez exatamente o contrário” recusando culpar “o Governo de turno”, mas sem se desresponsabilizar.

Para já, o PS vai pedir ao Conselho Nacional de Educação o estudo solicitado pelo Parlamento sobre a revisão do Estatuto do Aluno e Ética Escolar e voltar a apresentar um projeto de lei sobre a gestão das escolas, anunciou.

O projeto de lei do PS vai “no sentido de aumentar a colegialidade dos órgãos das escolas e agrupamentos”, de “reforçar a participação de todos os corpos da comunidade escolar” e de “aumentar, reforçar, aprofundar a participação dos alunos como cidadãos na vida das comunidades escolares”, adiantou Porfírio Silva.

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Fonte: www.noticiasaominuto.com

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