Nos 25 anos, OpenSoft destaca soluções desenvolvidas para PALOP

Em 2001, quando surgiu a empresa, em pleno aparecimento da internet, da banda larga e da migração dos serviços por cabo para o digital, Rui Cruz destacou, em entrevista à Lusa, os serviços de “recolha de informação, nomeadamente de obrigações declarativas” que passaram a ser utilizados e uniformizados no digital.

A empresa, que assinala 25 anos no dia 21, trabalha não só com empresas, mas também com a Administração Pública, onde ao longo destes anos desenvolveu produtos voltados para os serviços públicos, melhorando o atendimento remoto e as trocas de grandes volumes de informação.

O CEO lembrou, por exemplo, o trabalho feito com os notários, já que no início da era digital a OpenSoft desenvolveu um sistema integrado de métodos para os notários privados.

Porém a OpenSoft não opera apenas em Portugal, Rui Cruz destacou a presença da empresa nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

“Os projetos que temos em Portugal, são uma mais-valia naquilo que é o desenvolvimento de projetos, seja em Cabo Verde, onde estamos presentes, seja em Moçambique” tendo já marcado presença também em Angola ou na Guiné Equatorial, refere o responsável.

A empresa pretende levar as soluções de referência desenvolvidas na Europa aos países que estão num processo de desenvolvimento.

“Como sabemos, nestes países há ainda dificuldades no acesso aos serviços dos cidadãos, seja por necessidade de deslocação, seja até por dificuldades de terem disponíveis serviços presenciais”, disse Rui Cruz.

“O que nós levamos são sempre soluções que permitem o atendimento remoto, o atendimento digital na prestação de serviços, em algo como a disponibilização de certidões ou como o pedido de documentos de identificação ou até o cumprimento de obrigações declarativas”, afirmou Rui Cruz.

A empresa porém não atua apenas na área do consumidor final, trabalha também “em processos internos” como os “serviços públicos, como a desmaterialização de processos, a otimização de processos e a melhoria do serviço também naquilo que é interno aos próprios organismos”.

Nestes 25 anos de operação a empresa ultrapassou os 100 trabalhadores, em 2025 quebrou a barreira dos 10 milhões de euros em faturação e prevê um crescimento a dois dígitos também para 2026.

“O nosso plano é o do início do ano, que é de mantermos um crescimento próximo dos dois dígitos, que tem sido a média dos últimos anos”, salientou o CEO.

“Estamos em crescimento de faturação, também temos crescimento a nível orgânico, na incorporação de novos elementos e novos colaboradores, também mantemos esta meta de crescer nesta ordem”, acrescentou.

Fonte: www.noticiasaominuto.com

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