A Netflix construiu grande parte da sua reputação e base de (milhões) utilizadores numa estratégia assente na produção de conteúdo original, com novas séries a serem lançados de forma consistente na plataforma.
A frequência com que os utilizadores têm novos conteúdos para ver significa que nem sempre estas séries têm a melhor qualidade, o que leva a que a Netflix seja criticada por apostar em “slop” (lixo, na tradução para português) quando poderia ter dado oportunidades a séries que foram canceladas no passado.
Não obstante, isso não significa que, de vez em quando, a Netflix não aposte em séries dignas de nota e que acabam por moldar o discurso público em relação a alguns temas e serem acolhidas como grandes favoritas dos subscritores. Foi por isso que o site How To Geek decidiu olhar para o catálogo da Netflix e selecionar aquelas que considera como sendo “revolucionárias” para o mundo da televisão.
As séries que pode ver acima são aquelas que não só podem ser “revolucionárias” no tipo de técnicas de filmagem que foram aplicadas, como também pela forma inovaram no estilo de animação.
Pode saber quais são na galeria acima.
“Grande fonte de preocupação” da Netflix
A aposta em conteúdo original é um dos pilares da estratégia da Netflix e que tem ajudado a plataforma a cimentar-se na liderança do mercado de serviços de streaming. No entanto, parece que a as séries originais da empresa estão com dificuldade em reter espetadores após a primeira temporada.
Como conta o jornalista Luke Shaw da Bloomberg, algumas das séries que tiveram as melhores primeiras temporadas no que diz respeito ao número de espetadores verificaram números aquém do esperado com as temporadas seguintes – nomeadamente “One Piece”, “Beef”, “The Night Agent”, “Avatar: The Last Airbender”, entre outras.
“‘One Piece’, uma das séries mais vistas da Netflix em 2023, perdeu mais de 30% da audiência na segunda temporada. A segunda temporada de ‘Beef’ sofreu uma queda de mais de 70%. ‘The Night Agent’ perdeu 50% do seu público na segunda temporada e mais 35% na terceira temporada”, escreve Shaw, notando que estes números dizem respeito às das primeiras quatro semanas após o lançamento destas séries.
Mais do que a polémica em torno dos aumentos sucessivos do preço das subscrições, a Netflix parece estar preocupada sobretudo com esta tendência e, de acordo com Shaw, é “uma grande fonte de preocupação para a empresa”.
A tendência poderia verificar-se com todas as séries televisivas, mas não é o aconteceu tradicionalmente com os canais de programação linear ou sequer com serviços contemporâneos da Netflix – como é o caso da Apple TV, que vê as suas séries originais ganharem subscritores à medida que são lançadas novas temporadas.
O tema preocupa a Netflix de tal forma que a empresa está neste momento a estudar os seus dados de forma a apontar o que está a acontecer.
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