Jorge Jesus remeteu para depois do jogo deste domingo (19h45) com a Noruega mais explicações sobre a desavença com Cristiano Ronaldo, que culminou na decisão do capitão da seleção nacional, em abandonar o estágio da seleção, mas lembrou que CR7 “é um símbolo da seleção portuguesa, um símbolo de Portugal”.
“Depois do jogo, há muito tempo para se falar sobre isso”, prometeu este sábado, 3 de outubro, o selecionador nacional, em conferência de imprensa.
Embora tenha afirmado que “o problema neste momento chama-se Noruega”, reconheceu que a situação com Cristiano Ronaldo fez com que não tivesse ficado completamente feliz após a vitória e boa exibição de quinta-feira na Dinamarca (2-4): “O mais difícil da carreira de um treinador é tentar que a vitória esteja mais próxima jogo após jogo. A vitória na Dinamarca encheu-me de orgulho como treinador, mas quando acabou o jogo estava feliz, mas podia estar mais feliz.”
Acerca do encontro deste domingo, que pode garantir a qualificação para os quartos de final da Liga das Nações, JJ deseja um triunfo e, de preferência, repetindo o “excelente jogo” de Copenhaga, lembrado que do outro lado está um adversário que “é uma equipa do top 5 da Europa, com grande jogadores”.
Questionado sobre se espera receber carinho por parte das bancadas, o técnico de 72 anos espera um carinho generalizado para toda a seleção: “O carinho é para a equipa, para os jogadores, não é particularmente para mim. Eu faço parte de uma equipa, sou o comandante de uma equipa. O selecionador também era um adepto da seleção, ferrenho e doido. Não olhava para jogadores ou treinador, olhava para a minha bandeira, para o meu país.”
Sobre as possíveis alterações relativamente ao último jogo, Jesus recordou que tem promovido “no máximo, quatro”, o que “não quer dizer que não possa fazer cinco”, mas explicou que “tudo depende” dos indicadores físicos que os jogadores lhe derem, assegurando que vai poupar os “jogadores mais carregados”. Um dos candidatos à saída do onze é Pedro Neto, cujas “campainhas” já “estão a tocar”.
Acerca da Noruega, diz que Portugal tem “vantagens numas coisas, desvantagens noutras”. “Eles têm vários jogadores entre 1,88 m e 1,90 m, mas temos jogadores com mais qualidade técnica. É dentro dessa ideia e das características dos nossos jogadores que temos de nos impor, como fizemos na Dinamarca. O treinador da Noruega, como eu, já está mais identificado com a seleção portuguesa, portanto pode ser mais difícil”, anteviu, frisando que “a Noruega é uma equipa com muita qualidade”. “Eles continuam a ser altos e grandes, mas evoluíram tecnicamente. Não vamos mudar nada. Vamos jogar no risco”, acrescentou.






