Montenegro evoca governos de Cavaco para sublinhar que “muitas vezes, vale a pena ir contra a maré”

Falando em Esposende, na sessão solene de homenagem aos dois antigos ministros Couto dos Santos e Oliveira Martins, Montenegro apontou como exemplo os governos de Cavaco Silva e o efeito de muitas das decisões que então foram tomadas num “ambiente de dúvida e de incerteza, às vezes de inquietação, às vezes até de indignação”.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou hoje que muitas vezes “vale a pena ir contra a maré e remar alinhado com convicções”, enfrentando e superando dúvidas e incompreensões que surgem sempre que se quer inovar.

Falando em Esposende, na sessão solene de homenagem aos dois antigos ministros Couto dos Santos e Oliveira Martins, Montenegro apontou como exemplo os governos de Cavaco Silva e o efeito de muitas das decisões que então foram tomadas num “ambiente de dúvida e de incerteza, às vezes de inquietação, às vezes até de indignação”.

“Podemos concluir que há muitas vezes em que vale a pena ir contra a maré e remar alinhado com convicções, com fundamentação nas decisões, com certeza, mas conscientes de que estamos no caminho certo, no rumo certo”, frisou.

Montenegro sublinhou que é preciso fundamentar as nossas decisões e levá-las por diante.

“Não é ser autoritário, não é ser arrogante. É ser firme, é saber que o caminho é este e é colocarmo-nos ao juízo do povo, que ele é que vai depois decidir se a decisão é boa ou se é má”, apontou.

Na sua intervenção, Montenegro teve ainda uma palavra para a comunicação social, instando-a a não ter “uma visão demasiado unidirecionada, onde parece que a cada dia só há um tema para tratar”.

“Não, há muitas coisas que acontecem todos os dias e que merecem ser do conhecimento das pessoas para as pessoas estarem mais capacitadas para enfrentar desafios, superar desafios e também poderem decidir”, defendeu, vincando que a comunicação social livre e independente “é uma pedra angular nuclear de uma sociedade próspera, da democracia e do desenvolvimento económico”.

Ambos naturais de Esposende, Couto dos Santos e Oliveira Martins foram ministros nos governos de Cavaco Silva, tendo assumido, respetivamente, pastas como a Educação e Obras Públicas, respetivamente.

O município de Esposende prestou-lhes hoje uma homenagem póstuma, designadamente com a atribuição dos seus nomes a duas artérias da cidade.

Na homenagem, participaram vários outros ministros dos governos de Cavaco Silva, entre os quais Leonor Beleza, Marques Mendes e Mira Amaral.

Do atual governo, marcaram presença os ministros Miguel Pinto Luz, Margarida Balseiro Lopes, Carlos Abreu Amorim, e José Manuel Fernandes, além dos secretários de Estado do Ambiente e do Desporto.


Fonte: jornaleconomico.sapo.pt

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