Um grupo de investigadores de segurança. conhecido como Hacktron, conseguiu ter acesso à conta interna da OpenAI no ChatGPT e também aceder a código da empresa presente no Github, usando para tal o modelo de Inteligência Artificial da rival Anthropic – o Claude.
De acordo com o The Wall Street Journal, os investigadores de segurança em questão usaram uma “versão especial” do Claude à disposição de “profissionais qualificados em cibersegurança”.
Sabe-se que o modelo Opus 4.8 não conseguiu ir ao encontro do objetivo, mas o Opus 5 mostrou ser um verdadeiro avanço e permitir o acesso.
Para os investigadores, o lançamento do Opus 5 mostrou que “todos os novos modelos estão a tornar-se cada vez mais capazes”, o que permitiu ganhar acesso aos sistemas alheios tanto por via de agentes de Inteligência Artificial, como recorrendo a investigadores humanos.
“A Inteligência Artificial quase às cegas e adaptou o ‘exploit’ para cada empresa e um ou dois dias”, pode ler-se no comunicado partilhado com a publicação. “Não temos conhecimento de nenhuma empresa que tenha detetado a atividade com exceção do Shopify, mesmo depois de serem enviadas milhares de imagens e os seus processadores de imagem terem falhado repetidamente”.
A experiência serve para demonstrar como os modelos se têm tornando cada vez mais capazes e ainda como os agentes de Inteligência Artificial se estão a tornar mais relevantes no mundo da cibersegurança.
Os investigadores questionam os benefícios de desenvolver plataformas de segurança recorrendo a Inteligência Artificial, sobretudo dando-se o caso de algo falhar e de não haver nenhum especialista em cibersegurança com conhecimento suficiente para prestar apoio.
Com este soluções de Inteligência Artificial a serem opções mais baratas, os investigadores de segurança mostram-se preocupados com o futuro da área de cibersegurança.







