Empresários moçambicanos defenderam hoje uma aposta reforçada no investimento privado, na melhoria das infraestruturas e no ambiente de negócios para acelerar o crescimento do setor turístico e posicionar o país como destino de referência em África.
“Auguramos uma maior colaboração com o Governo, contribuindo para o aprimoramento do ambiente de negócios, através da simplificação de procedimentos, da facilitação do licenciamento e da construção conjunta de soluções para os desafios operacionais enfrentados pelos investidores”, disse o presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Álvaro Massingue, em Inhambane, sul do país.
Intervindo na II edição do Mozambique Tourism Summit, Massingue considerou que Moçambique reúne condições únicas para expandir a sua indústria turística, apontando a combinação de praias, biodiversidade, parques naturais, património cultural e localização estratégica na África Austral como vantagens competitivas do país.
“O lema desta edição, ‘Moçambique, onde a África se reinventa’, traduz uma visão ambiciosa e uma oportunidade extraordinária para posicionar o nosso país como um dos destinos turísticos de referência no continente africano”, afirmou.
Segundo o dirigente empresarial, o desafio passa agora por transformar esses ativos naturais e culturais em oportunidades concretas de negócio, investimento e geração de riqueza para os moçambicanos.
“A oportunidade que temos diante de nós é aumentar o valor económico de cada visitante, fazê-lo permanecer mais tempo, consumir mais serviços, conhecer mais destinos e regressar ao nosso país”, sublinhou.
O líder da CTA apresentou quatro prioridades que considera fundamentais para acelerar a transformação da atividade turística.
“Primeiro, ampliar o investimento e diversificar a oferta turística. Existem oportunidades em hotéis, resorts, lojas, marinas, turismo de natureza, centros de convenções, atividades náuticas, turismo cultural e experiências de elevado valor acrescentado”, descreveu.
Como segunda prioridade, destacou a necessidade de reforçar a conectividade e as infraestruturas de suporte ao setor, defendendo melhorias nas ligações aéreas, rodoviárias e marítimas, bem como nos serviços de energia, água, saneamento e conectividade digital.
“A experiência internacional demonstra que os destinos turísticos mais competitivos combinam atrativos naturais com facilidade de acesso e qualidade dos serviços”, afirmou.
O presidente da CTA salientou igualmente o potencial do turismo para dinamizar outros setores da economia, incluindo agricultura, pescas, transportes, construção, indústria alimentar, artesanato, cultura e tecnologia.
Nesse contexto, garantiu que a organização pretende aproximar grandes investidores das empresas nacionais, promovendo parcerias, desenvolvendo cadeias de fornecimento e qualificando mão-de-obra.
“Queremos que cada novo empreendimento turístico represente também uma oportunidade de crescimento para dezenas de empresas nacionais”, declarou.
A quarta prioridade apontada por Massingue prende-se com o reforço do ambiente de negócios e da confiança dos investidores, elogiando medidas adotadas pelo Governo para facilitar o investimento turístico e promover projetos de desenvolvimento em zonas com elevado potencial.
Segundo o responsável, a concretização das iniciativas previstas para destinos turísticos nacionais poderá contribuir para mobilizar mais capital nacional e estrangeiro para o setor.
“A nossa convicção é de que, quanto mais eficiente for o ambiente de negócios, maior será a capacidade de Moçambique competir pela atração de capital”, concluiu.
O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, anunciou recentemente a elevação de Inhambane a Capital Nacional do Turismo e definiu a província como o principal polo de desenvolvimento turístico de Moçambique.






