Perante a Assembleia Geral das Nações Unidas, Masoud Pezeshkian respondeu nesta quarta-feira (23) à ameaça da véspera de Donald Trump, ao afirmar que “a resistência do povo iraniano só irá crescer com o aumento da pressão”, mostrou-se disposto a encetar negociações, e devolveu a acusação de “terroristas” aos EUA e Israel. “Nunca iremos baixar a cabeça ou ficar de joelhos. Trump e aqueles que tentam intimidar-nos têm de compreender o Irão. Estamos prontos para o diálogo, diplomacia e negociações, mas sem aceitar a linguagem da força”, proferiu o presidente iraniano.
Ao iniciar a sua alocução, o presidente iraniano começou por dizer que o discurso que tinha preparado teve de ser alterado depois de, na véspera, e naquele mesmo local, não por Donald Trump ter ameaçado o seu país de “aniquilação”, como fez, mas por ter descrito a república islâmica de “terroristas”. O que se seguiu foi o que se poderia descrever como a defesa da honra do regime iraniano, esquecendo o historial de repressão ao próprio povo.
“Temos sido vítimas de terrorismo. Venho do Irão, em que o nosso estimado guia supremo foi assassinado sem qualquer base legal ou motivo. Venho do Irão onde, na verdade, bombardearam uma escola”, ao que mostrou uma imagem de Ali Khamenei e fotografias de algumas das vítimas do bombardeamento, por parte de um míssil Tomahawk, de uma escola em Minab, no primeiro dia de guerra, 28 de fevereiro.






