“Os altos preços do petróleo são um fardo para o nosso país. Em conjunto com os estados federais, vamos introduzir uma redução de impostos de aproximadamente 17 cêntimos por litro de gasolina e gasóleo”, afirmou Friedrich Merz na rede social X.
A medida, que surge após vários dias de consultas do Executivo com os estados federais, que ajudarão a financiar a redução, e com os grupos parlamentares da coligação governamental de conservadores e social-democratas, entrará em vigor a 01 de outubro e será válida até ao final do ano.
“É uma boa notícia. A coligação agiu”, sublinhou o chanceler, que se encontra mergulhado numa grave crise política devido à sua fraca popularidade e ao auge da extrema-direita, que há duas semanas venceu as eleições regionais da Saxónia-Anhalt (leste).
Além disso, este domingo realizam-se outras duas eleições em que a União Democrata-Cristã (CDU) de Merz enfrenta a possibilidade de perder a câmara de Berlim e de cair abaixo dos dois dígitos em Meclemburgo-Pomerânia Ocidental (leste).
De acordo com um comunicado da chancelaria, este subsídio aos combustíveis terá um custo para o Estado de 2.500 milhões de euros, dos quais os estados federados contribuirão com metade, e será aplicado através da redução de 14 cêntimos no imposto sobre a energia, a que se somam três cêntimos da descida do IVA devido à redução do preço total.
Além disso, serão iniciadas conversações com o setor dos combustíveis com o objetivo de acordar a introdução, no início do próximo ano, de um teto aos preços da gasolina e do gasóleo, segundo o modelo do Luxemburgo ou da Bélgica, onde o Governo define o preço máximo diário.
“A segurança do fornecimento deve estar garantida. É preciso impedir os preços excessivos abusivos”, afirmou o Executivo alemão, que também saudou as conversações no âmbito da UE para estudar possíveis medidas contra o setor do petróleo.
O Governo está igualmente pronto para apoiar os cidadãos ou as empresas mais afetadas, se necessário, concluiu o comunicado, e criará para isso um mecanismo que permita o desembolso de ajudas diretas ligadas aos rendimentos.
O Estado alemão já tinha subsidiado este ano, entre maio e junho, os preços dos combustíveis para conseguir uma redução de valor semelhante, com o objetivo de mitigar os efeitos económicos da guerra iniciada pelos EUA e Israel contra o Irão, que fez disparar o custo do petróleo ao afetar o trânsito de hidrocarbonetos no estreito de Ormuz.
O Automóvel Club da Alemanha (ADAC, pelas suas siglas em alemão) informou hoje que o preço do gasóleo bateu o seu máximo histórico pelo segundo dia consecutivo, na quinta-feira custou em média 2,471 euros por litro.
Por outro lado, o preço da gasolina E10 baixou ligeiramente na quinta-feira para 2,308 euros por litro, dos 2,314 euros que custava em média no dia anterior.
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