Von der Leyen apresenta 4.ª feira proposta para proteger crianças nas redes sociais

“Não temos de aceitar infâncias moldadas por algoritmos. Não temos de aceitar um sistema que falha às nossas crianças. A Europa tem o poder de agir, de dar às crianças o tempo de que precisam no mundo real”, defendeu hoje Ursula von der Leyen, numa publicação nas redes sociais.

Na mensagem sobre a aguardada regulação para proteção das crianças na UE, a líder do executivo comunitário anunciou: “Apresentarei em detalhe a nossa proposta no meu próximo discurso sobre o Estado da União”.

Von der Leyen indicou, assim, que vai detalhar a proposta durante o discurso que fará na quarta-feira, na sessão plenária do Parlamento Europeu em Estrasburgo, sem adiantar os elementos da iniciativa.

A presidente da Comissão Europeia tem vindo a defender uma intervenção europeia para limitar a exposição das crianças às redes sociais e garantir maior proteção dos menores no ambiente digital.

No discurso sobre o Estado da União de setembro de 2025, Ursula von der Leyen defendeu que era necessário ponderar limites de idade para o acesso às plataformas e alertou para riscos como o ‘ciberbullying’ (assédio na internet), conteúdos inadequados e algoritmos concebidos para explorar as vulnerabilidades dos menores e criar dependência.

“Creio firmemente que a educação dos nossos filhos cabe aos pais e não a um algoritmo”, afirmou, anunciando a criação de um painel de peritos para aconselhar a instituição sobre a proteção das crianças no ambiente digital.

O painel foi criado em março deste ano e, em julho passado, a líder do executivo comunitário defendeu uma abordagem progressiva em função da idade, incluindo restrições ao acesso autónomo às redes sociais por crianças com menos de 13 anos e acesso limitado e supervisionado nos anos seguintes.

A responsável tem também defendido que a proteção dos menores não pode depender apenas dos pais, apontando responsabilidades às próprias plataformas digitais e às funcionalidades concebidas para incentivar o uso prolongado dos serviços.

“Os pais, não os algoritmos, devem educar os nossos filhos”, defendeu a presidente da Comissão Europeia.

Ursula von der Leyen sustentou que a proteção deve abranger não apenas as redes sociais, mas também outras plataformas e funcionalidades digitais concebidas para captar a atenção das crianças.

A pressão para uma resposta europeia comum aumentou entretanto, com vários Estados-membros a avançarem com medidas nacionais, como França e Grécia.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, pediu esta semana a Ursula von der Leyen uma proibição europeia das redes sociais para menores de 15 anos, uma posição mais restritiva do que a abordagem gradual defendida pela presidente da Comissão Europeia.

Fonte: www.noticiasaominuto.com

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