O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, continua a não querer anunciar qual a posição do partido quanto à moção de censura do Chega ao ministro da Administração Interna (MAI), Luís Neves.
À margem de uma intervenção sobre a evolução dos preços dos combustíveis, feita a partir de Espanha, o socialista reiterou que vai revelar a mesma amanhã, “dia do debate parlamentar”, terça-feira, 8 de setembro.
“Já disse ontem [domingo] que estou a ouvir os órgãos do meu partido, a comissão política nacional, o secretariado nacional e amanhã, no coração da democracia, na Assembleia da República (AR), diremos o que temos a dizer”, enfatizou.
Questionado sobre as razões que o levam a não confirmar a abstenção do PS, José Luís Carneiro disse que não se quer “substituir aos camaradas” com quem falará entretanto.
“O PS é um partido democrata, não é um partido autocrático. Esses são outros. Não é esta escolha, não é esta porta. É outra porta”, atirou aos jornalistas.
“Fiz um esforço grande para vir aqui hoje de manhã. Vim aqui porque quero falar para os portugueses. Os portugueses estão a viver hoje muito mal porque o custo de vida aumentou muito e, contrariamente aquilo que disse a AD, em 2022, com as medidas que o Governo socialista tomou, os preços dos combustíveis em Portugal eram identicos aos preços dos combustíveis em Espanha. Podem ir verificar”, notou, sublinhando que, tal como disse ontem, a moção de censura do Chega ofusca “os problemas reais do país”






