O novo CEO da Apple, John Ternus, iniciou as suas funções como novo líder da gigante tecnológica esta terça-feira, dia 1, e decidiu começar dirigindo-se aos trabalhadores com uma mensagem dedicada.
Tal como aconteceu com Tim Cook – que abandonou o cargo de CEO após um período de 15 anos à frente da Apple – o novo líder deixou uma mensagem onde, além de congratular o antecessor, também deixou uma mensagem de otimismo.
“Hoje, no meu primeiro dia enquanto CEO, gostaria de enviar uma pequena nota a agradecer a todos pelas mensagens de carinho”, pode ler-se no começo da mensagem partilhada pelo site 9to5mac. “Queria estender os meus mais profundos agradecimentos ao Tim [Cook] por partilhar tanto do seu conhecimento e experiência durante esta transição e, mais importante, por tudo aquilo com que contribuiu ao longo dos anos para a Apple. Temos imensa sorte por termos tido um CEO que liderou com valores, com tanta decência e humanidade. Somos todos melhores por isso, por isso estou agradecido que se torne o nosso presidente executivo [do conselho de administração]”.
Ternus adiantou também que está entusiasmado com este próximo capítulo na sua, categorizando a Apple como “a maior empresa no mundo”. Mais ainda, o novo líder da Apple notou que os seguidores da empresa podem esperar novidades no “fenomenal” evento que está marcado para a próxima semana.
“Temos um grande lançamento na próxima semana que será fenomenal”, escreveu Ternus. “Estou muito entusiasmado pelo que vem a seguir, tanto pelos produtos incríveis em que já estamos a trabalhar como aqueles que ainda nem sequer imaginámos que vamos idealizar e criar juntos. Não existe nenhuma equipa no mundo com a qual preferisse construir o futuro”.
O legado de Tim Cook
Durante o mandato de Cook, a Apple – que em 2011 valia cerca de 350 mil milhões de dólares (à volta de 302 mil milhões de euros) – está avaliada hoje em dia em 4,67 biliões de dólares – o equivalente a 4 biliões de euros. Sob liderança de Cook, a Apple também multiplicou as suas receitas anuais e ultrapassou os 416 mil milhões de dólares (358 mil milhões de euros) durante o ano fiscal de 2025.
A estratégia de Cook também ajudou a transformar a Apple em mais do que uma empresa de hardware. Ao invés de se limitar a lançar novos telemóveis e computadores, a Apple também é hoje em dia conhecida como uma empresa fornecedora de serviços – destacando-se a Apple TV, a Apple Music e outras subscrições relacionadas com a saúde e bem-estar.
Mas isto não significa que a tecnológica de Cupertino se tenha afastado do seu ADN de criar dispositivos e gadgets que conseguem impactar a vida daqueles que os usam. Ainda que a Apple ainda continue a ter o iPhone como o seu produto mais popular, há produtos lançados durante o mandato de Cook que são difíceis de ignorar e que hoje estão por todo o lado.
É o caso do relógio inteligente Apple Watch (lançado em 2015), dos auriculares sem fios AirPods (2016), da coluna caseira HomePod (2018) e – ainda que de uma forma mais limitada – os óculos de realidade virtual e aumentada Vision Pro (2023).
É preciso lembrar também que, sob liderança de Tim Cook, a Apple também se mostrou mais disposta a apostar em múltiplos modelos dos seus produtos – com alguns deles a terem até mudado a percepção que temos deles.
É o caso do iPad mini (2012) e do iPad Pro (2015) na categoria de tablets, do iPhone X (2017) e do iPhone Air (2025) nos telemóveis e também do MacBook Neo (2026), que ajudou a tornar os portáteis da Apple mais acessíveis.






