O presidente do Chega, André Ventura, e dois deputados, Paulo Seco e Francisco Gomes, serão ouvidos pela Polícia Judiciária no âmbito da investigação à alegada invasão ao gabinete do presidente do partido que decorreu no final de julho.
A informação foi avançada pela SIC Notícias, que deu ainda conta de que os pedidos de levantamento da imunidade parlamentar já estão na Assembleia da República, mas ainda não terão sido distribuídos.
Segundo a emissora, os pedidos para imunidade parlamentar foram enviados pelo Ministério Público (MP) para a 15.ª Comissão da Assembleia da República e deverão ser votados em setembro. Só depois da votação é que André Ventura, Paulo Seco e Francisco Gomes poderão ser ouvidos pelas autoridades.
Ao Notícias ao Minuto, fonte do partido Chega confirmou que o partido recebeu “um pedido para serem ouvidos como testemunhas” os elementos do Chega acima referidos.
“O presidente e o partido também pediram para serem assistentes no processo”, acrescentou a mesma fonte.
Questionada pelo Notícias ao Minuto, a PJ não prestou esclarecimentos, dado que o caso está em “segredo de justiça”.
O MP abriu um inquérito à alegada invasão ao gabinete do líder do Chega, espaço que foi encontrado com papéis no chão e uma confusão instalada. As imagens do espaço foram partilhadas pelo presidente do Chega nas redes sociais.
Posteriormente à situação ser conhecida, Ventura falou na Assembleia da República, dando conta de que “alguém lá se introduziu [no gabinete], vandalizando o próprio gabinete e levando também algumas coisas que estavam” no espaço.
Questionado sobre que tipo de informação continham os documentos, o presidente do Chega adiantou que “um dos lotes dos documentos que desapareceram estavam numa das pastas que estão logo em cima da mesa e que se referiam à comissão parlamentar de inquérito ao dr. Luís Neves”.
André Ventura referiu ainda que outros documentos que desapareceram “tinham que ver com informação política relacionada com o gabinete do primeiro-ministro e já tinham mais de um ano”.






