Piscina: ter um apartamento com este luxo custa mais 68% em Portugal

Ter uma piscina à porta de casa continua a ser um sonho para muitos portugueses. O problema é que, no mercado imobiliário, esse mergulho pode sair bem caro. Segundo uma análise do idealista, comprar um apartamento com piscina em Portugal custa, em média, mais 68% do que adquirir um imóvel semelhante sem esta comodidade. Lisboa é 122% mais caro.

A piscina tornou-se um dos extras mais cobiçados por quem procura casa, sobretudo nas grandes cidades e nas regiões de maior procura turística. Mas, apesar do seu valor no mercado, continua a ser um luxo raro: apenas 9% dos apartamentos anunciados para venda em Portugal incluem piscina.

Lisboa lidera… e faz disparar os preços

É na capital que a piscina mais pesa na carteira dos compradores. Em Lisboa, um apartamento com piscina é, em média, 122% mais caro do que um sem esta comodidade. Ou seja, além da prestação da casa, a piscina parece vir acompanhada de um mergulho direto no orçamento familiar.

Depois de Lisboa surgem:

  • Setúbal: +98%;
  • Porto: +54%;
  • Castelo Branco: +47%;
  • Aveiro: +46%;
  • Santarém: +43%;
  • Leiria: +37%;
  • Faro: +30%;
  • Braga: +21%.

Já em Coimbra e Viseu, a diferença é bastante mais moderada, com os apartamentos com piscina a custarem, respetivamente, 12% e apenas 2% mais.

Faro é a capital da piscina

Se Lisboa lidera nos preços, Faro destaca-se claramente na oferta. A capital algarvia concentra 36% dos apartamentos à venda com piscina, muito acima do resto do país.

A seguir aparecem:

  • Leiria: 10%;
  • Lisboa: 7%;
  • Braga: 5%;
  • Porto: 4%;
  • Setúbal: 4%.

Com uma presença mais discreta desta comodidade encontram-se Aveiro (3%), Santarém (3%), Castelo Branco (2%), Coimbra (2%) e Viseu (1%).

O Algarve tem mais piscinas… mas Lisboa cobra muito mais por elas

O dado mais curioso do estudo mostra que abundância nem sempre significa preços mais elevados. Apesar de Faro ser a cidade onde é mais fácil encontrar apartamentos com piscina, este extra aumenta o preço em apenas 30%.

Já em Lisboa, onde apenas 7% da oferta inclui piscina, o impacto no valor do imóvel é muito superior: 122%, ou seja, quatro vezes mais do que no Algarve.

A explicação passa pela escassez deste tipo de imóveis na capital e pela forte procura por habitação com espaços de lazer privados, especialmente em empreendimentos mais recentes.

No fundo, a velha máxima do mercado imobiliário continua a aplicar-se: localização, localização… e, pelos vistos, uma piscina pelo meio. O difícil é decidir se vale a pena dar um mergulho ou ficar apenas a olhar para ela da varanda do vizinho.


Fonte: jornaleconomico.sapo.pt

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