Os telemóveis têm cada vez mais funcionalidades e dado que hoje em dia podem ser usados praticamente para tudo – verificar redes sociais, responder a mensagens, fazer compras em lojas online, tratar de finanças, etc – é normal passarmos cada vez mais tempo a olhar para o ecrã, a usar os nossos dispositivos móveis.
Entretanto, poderá dar-se o caso de se aperceber que anda a passar demasiado tempo a ver vídeos no Instagram/TikTok ou a navegar em lojas de roupa sem comprar efetivamente nada e queira reduzir o tempo de utilização.
Nesse caso, um estudo levado a cabo por instituições em Espanha e na Índia e publicado na Social Science & Medicine pode ter uma solução simples para o ajudar.
Conta o site ScienceAlert que os investigadores responsáveis por este estudo perceberam que não é eficaz adotar limites de utilização estabelecidos por outras pessoas e, ao longo do processo, perceberam que os utilizadores cumprem mais eficazmente os limites estabelecidos por eles próprios.
O estudo contou com a participação de 149 voluntários que foram divididos em três grupos ao longo da experiência que durou 35 dias. Deste número, 55 participantes teve a opção de escolher uma redução de tempo de ecrã de 10%, 20% ou de 30%, enquanto 62 tiveram uma redução de 14% imposta sem opção de escolha. Os restantes 32 participantes não tiveram qualquer objetivo de redução.
Os investigadores monitorizaram o tempo de ecrã ao longo de toda a experiência, verificando no final que os participantes que tiveram opção de estabelecer limites reduziram o tempo de ecrã (em média) 49 minutos por dia. Já os participantes que tiveram a redução imposta, a redução foi de apenas 23 minutos por dia.
A conclusão do estudo é que é mais importante estabelecer os próprios objetivos de redução de ecrã e, mesmo que sejam pouco ambiciosos no começo, a ideia é ir aumentando ao longo do tempo para reduzir ainda mais o tempo de ecrã.
“Muitas pessoas sentem que usam o telemóvel mais do que gostaria, mas ainda assim têm dificuldades em reduzir a utilização”, escrevem os investigadores. “Este estudo sugere que permitir aos indivíduos escolherem os seus próprios objetivos pode fortalecer o envolvimento e promover um comportamento digital mais saudável”.







