O duo britânico de punk rock Lambrini Girls atuou, na terça-feira, no primeiro dia do festival Vilar de Mouros e exibiu uma série de mensagens políticas, nomeadamente contra o Chega e contra a extrema-direita.
As imagens partilhadas quer nas agências, quer nas páginas do festival nas redes sociais, mostram várias frases, incluindo uma, escrita a letras vermelhas sobre fundo preto no ecrã, que dizia “Fuck Chega”, referindo-se ao partido português liderado por André Ventura.
As artistas terão ainda incentivado o público a repetir a expressão.
O manifesto incluía ainda mensagens como “que se lixe a extrema-direita” e pedindo: “Libertem a Palestina, libertem o Congo, libertem o Sudão”.
Bandas que usam a sua voz para falar sobre coisas que importam. Muito bom! pic.twitter.com/PiMDhlQmZN
— Paulo (@Pabloojas93) August 18, 2026
Nas redes sociais, o presidente do Chega já reagiu, lembrando que “se gastam milhares de euros de dinheiro dos contribuintes” naquele festival.
“«Fuck Chega» ouviu-se no palco do Festival de Vilar de Mouros, onde se gastam milhares de euros de dinheiro dos contribuintes (portanto também os militantes e apoiantes do Chega pagaram estes disparates). Vale tudo para nos insultar? Podem as drogas e a cabeça “queimada” ser justificação para ofender milhões de portugueses, ainda por cima com dinheiros públicos?”, questionou André Ventura.
“Fuck Chega” ouviu-se no palco do Festival de Vilar de Mouros, onde se gastam milhares de euros de dinheiro dos contribuintes (portanto também os militantes e apoiantes do Chega pagaram estes disparates). Vale tudo para nos insultar? Podem as drogas e a cabeça “queimada” ser… pic.twitter.com/BHQFRDbrpQ
— André Ventura (@AndreCVentura) August 19, 2026
O Festival Vilar de Mouros regressou na terça-feira para cinco dias de concertos, pela primeira vez, com YUNGBLUD como cabeça de cartaz do primeiro dia e um programa que inclui músicos como Ben Harper, Body Count, Dropkick Murphys e Kasabian.
O festival português mais antigo inicia uma edição inédita de cinco dias e, hoje, os norte-americanos Dropkick Murphys, que vieram duas vezes ao Vilar de Mouros, regressam 12 anos depois da última presença e agora como cabeças de cartaz.
A presença da banda Fishbone, que criou uma corrente musical, destaca-se igualmente na programação do segundo dia, bem como o ‘punk de garagem’ dos suecos The Hives, o hard rock norte-americano dos californianos Ugly Kid Joe e as bandas Less Than Jake e Grade 2.
Quinta-feira, a programação será dedicada ao Reino Unido com a banda britânica de rock Kasabian, cabeça de cartaz do terceiro dia de Vilar de Mouros.
Os Kula Shaker, “que nunca vieram a Portugal”, os Kaiser Chiefs, “que nunca deixam o palco no mesmo sítio”, e os The Lathums completam o alinhamento da terceira noite do festival minhoto.
No quarto dia, sexta-feira, são celebrados os 25 anos do primeiro espetáculo de Ben Harper no festival, que regressa a Vilar de Mouros com os seus The Innocent Criminals. “Faz 25 anos que ele tocou aqui [em Vilar de Mouros]. É obviamente uma celebração” e vai acontecer pelas 22:00, avisa Paulo Ventura.
Os islandeses Kaleo são os cabeça-de-cartaz do quarto dia, atuando também a banda norte-americana originária War, os belgas Triggerfinger, a norte-americana Sydney Ross Mitchell e Monstro.
O último dia do Vilar de Mouros vai receber os Body Count, com o ‘rapper’ e entretanto também ator Ice-T, Rudeboy, Mark Ramone e Travo.
Ainda no último dia, atua o vencedor do concurso de bandas António Barge, o médico fundador de Vilar de Mouros em 1971.
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