A empresa – controlada pelo Estado brasileiro, mas de capital aberto – anunciou na sexta-feira a descoberta de hidrocarbonetos a cerca de 175 quilómetros da costa do Amapá, região onde o Amazonas desagua no oceano, e a uma profundidade de água com 2.886 metros de profundidade.
Em entrevista à GloboNews, Chambriard afirmou que a descoberta é “absolutamente significativa” para manter a posição do Brasil como um “polo geopoliticamente importante no panorama petrolífero mundial na próxima década”.
“Imagino que o Amapá (no norte) possa ver a produção de petróleo em águas ultra-profundas dentro de seis ou sete anos”, estimou.
O poço onde foi detetada a presença de petróleo e gás é operado a 100% pela Petrobras e está localizado na área conhecida como Margem Equatorial, uma vasta zona já explorada pelos vizinhos Guiana e Suriname.
A Petrobras confirmou a descoberta em território brasileiro através de “registos elétricos e indícios na rocha”, informou a empresa em comunicado.
A petrolífera informou ainda que as operações de perfuração no poço conhecido como ‘Morpho’ estão em curso para dar continuidade à “avaliação exploratória, com segurança e respeito pelo ambiente e pelas pessoas”.
A exploração na bacia sedimentar da foz do Amazonas faz parte da estratégia da Petrobras de “repor as suas reservas de petróleo e gás” para “atender à procura nacional de energia durante a transição energética”.
O Governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva — que se recandidatará este ano — tem defendido as operações da Petrobras na região, que só se iniciaram após a obtenção de autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) em outubro de 2025.
No entanto, várias organizações ambientais, como a Greenpeace e a WWF, alertaram para os graves riscos socioambientais associados à exploração de petróleo em campos ‘offshore’ junto à foz da Amazónia — uma região de elevado valor biológico.
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