Foi hospitalizado esta terça-feira, dia 4 de agosto, o criador de conteúdos e empresário americano conhecido como Perez Hilton após uma transmissão no TikTok. Além de preocupação em relação ao estado de saúde do criador de conteúdos, os internautas também dirigiram críticas à atuação da rede social.
Acontece que a transmissão de Hilton teve uma duração de cerca de 30 minutos e, ainda que a transmissão tenha sido cortada e a conta suspensa poucos minutos depois, muitos consideram que a plataforma agiu demasiado tarde.
Como conta o Mirror, não se sabe ao certo quantas pessoas viram a transmissão de Hilton, mas a publicação nota que, em determinado momento, estiveram 4 mil pessoas a ver em direto o que pareceu o criador de conteúdos a automutilar-se.
“Sinceramente, penso que o TikTok deve ser responsabilizado de alguma forma”, notou um dos utilizadores. “Penso que precisamos de uma ação coletiva por o TikTok permitir o vídeo do Perez Hilton por mais de 30 minutos. O vídeo foi visto por crianças”, comentou outro internauta de acordo com a publicação.
O TikTok ainda não se pronunciou sobre o caso, mas nas diretrizes respeitantes a saúde mental e comportamental a empresa afirma que “não permite exibição, promoção ou partilha de planos de suicídio e de automutilação”.
“Queremos que o TikTok seja uma plataforma onde possam discutir tópicos emocionalmente complexos de uma forma acolhedora, sem o risco de danos”, pode ler-se nesta página da plataforma.
Uma vez terminada a transmissão do vídeo, começaram a circular imagens muito fortes pelas redes sociais que o mostram coberto de sangue.
Os agentes foram enviados ao local após receberem várias chamadas de espectadores preocupados com o que tinham acabado de ver em direto, referiu um porta-voz da polícia à revista People. Ao chegarem ao local perceberam que Perez Hilton estava sozinho.
“Em muitas ocorrências que envolvem uma pessoa que passa por uma crise de saúde mental ou que está a automutilar-se ativamente, os agentes priorizam a redução progressiva do momento de tensão, criando tempo, distância e oportunidades de comunicação”, referiram as autoridades.
“A menos que haja uma ameaça imediata a terceiros, desacelerar a situação e utilizar técnicas de intervenção em crises pode reduzir a probabilidade de um confronto do tipo ‘suicídio provocado pela polícia’ e minimizar o risco de ferimentos para o indivíduo, a polícia e o público”, explica ainda o comunicado.
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