Quase 170 civis retirados da região de Kherson durante missão em Oleshky

No total, foram retirados 167 civis, incluindo 22 crianças e 21 com mobilidade reduzida, que necessitaram de cuidados e assistência especiais e que foram transferidos para “locais mais seguros na região de Kherson”, referiu a nota.

epa13339225 A still image taken from an undated handout video made available by the Press Service of the Russian Ministry of Defence on 29 October 2026 shows servicemen from the engineer-sapper units of the Russian ‘Dnepr’ grouping conducting reconnaissance and clearing access roads leading to the Russian-controlled city of Oleshky in the Kherson region, southern Ukraine. A localized ceasefire has been in place in the area since 04:00 Moscow time on 27 October through 22:59 Moscow time on 01 November to facilitate a humanitarian mission, brokered by US First Lady Melania Trump, aimed at delivering critical food and medical aid and enabling voluntary civilian evacuations. EPA/RUSSIAN DEFENCE MINISTRY PRESS SERVICE HANDOUT — MANDATORY CREDIT — BEST QUALITY AVAILABLE — HANDOUT EDITORIAL USE ONLY/NO SALES

Quase 170 civis foram retirados da região de Kherson pelos militares ucranianos durante uma missão humanitária em Oleshky, que decorreu na semana passada, segundo anunciaram as forças de Kyiv.

“Durante o regime de cessar-fogo estabelecido em certas áreas da região de Kherson para a missão humanitária em Oleshky, as Forças de Defesa Ucranianas aproveitaram as oportunidades proporcionadas pela situação de segurança para evacuar residentes da margem direita da região de Kherson”, afirmou, numa declaração publicada na rede X, o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia.

No total, foram retirados 167 civis, incluindo 22 crianças e 21 com mobilidade reduzida, que necessitaram de cuidados e assistência especiais e que foram transferidos para “locais mais seguros na região de Kherson”, referiu a nota.

Os retirados residiam em localidades situadas em território controlado pela Ucrânia, ao longo do rio Dnieper, que sofrem ataques diários do exército russo e não tinham tido oportunidade de sair de áreas perigosas até esse momento.

O Estado-Maior Geral salientou que a operação foi realizada em condições extremamente difíceis e perigosas, pois as rotas passavam por estradas minadas e destruídas, bem como por áreas com equipamento militar queimado e veículos civis queimados.

“Tudo isto complicou consideravelmente o movimento e exigiu cautela especial e ação coordenada por todas as unidades envolvidas”, acrescentou.

Apesar destes riscos, sublinhou o Estado-Maior Geral, “a prioridade principal continua a ser salvar a vida da população civil e prestar assistência àqueles que não podem sair de territórios perigosos por meios próprios”.

A missão humanitária em Oleshky, que permitiu distribuir ajuda alimentar e medicamentos e retirar civis, foi acompanhada por um inédito cessar-fogo local, que teve início na madrugada de terça-feira e deverá prolongar-se até à noite de hoje.

Aos cerca de 2.000 residentes que ainda permaneciam em Oleshky foi dada a opção de seguir para território controlado pela Ucrânia ou pela Rússia, ou de permanecer na cidade.

O comboio humanitário, composto por 25 autocarros e nove ambulâncias, além de camiões, tinha capacidade para retirar em segurança mais de 750 pessoas, apesar de não terem sido adiantados dados sobre o número de civis retirados.


Fonte: jornaleconomico.sapo.pt

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