A empresa responsável pela plataforma de comércio eletrónico eBay anunciou que vai despedir mil pessoas, o que equivale a 9% da sua força laboral. A notícia foi avançada pela Reuters, que afirma que a decisão foi comunicada numa mensagem partilhada pelo CEO Jamie Iannone.
Lembrar que esta é a segunda ronda de despedimentos do eBay este ano, com a primeira a ter ocorrido em fevereiro e a ter afetado 800 pessoas. Na altura, este corte disse respeito a 8% dos trabalhadores da empresa.
Apesar de já ter comunicado o despedimento de 1.800 pessoas no espaço do último ano, Iannone afirmou na mensagem que a estratégia da empresa “está a funcionar”. No entanto, o executivo declara que a próxima etapa “exige fazer escolhas ponderadas sobre onde concentrar os esforços e investir”.
Como recorda o site The Next Web, Iannone chegou ao eBay em 2020 e, desde então, também despediu pessoas em 2023 e 2024.
eBay rejeitou proposta de compra da GameStop
O Conselho de Administração da plataforma de comércio eletrónico norte-americana eBay rejeitou em maio a oferta de aquisição apresentada pela GameStop, considerando que “não é credível nem atrativa”, segundo um comunicado.
A 4 de maio, a GameStop apresentou uma oferta de aquisição não vinculativa em dinheiro e ações, avaliada em 55.500 milhões de dólares (cerca de 47.335 milhões de euros), para adquirir 100% da eBay.
A proposta da GameStop previa o pagamento de 125 dólares por cada ação da eBay, dos quais 50% pagos em dinheiro e os restantes 50% em ações ordinárias da GameStop, que já detém uma participação de 5% no portal de leilões.
Numa carta enviada ao presidente executivo da GameStop, Ryan Cohen, e transcrita num comunicado, o Conselho de Administração da eBay afirmou ter “analisado, com a ajuda dos seus consultores independentes”, a “proposta de forma aprofundada e decidido rejeitá-la”.
A empresa californiana destacou vários fatores para justificar a decisão, apontando nomeadamente a incerteza em torno da solidez do montante financeiro da operação.
A eBay afirmou também ter considerado o impacto potencial que esta fusão teria na rentabilidade a longo prazo, bem como “os riscos operacionais” associados a uma aproximação das duas entidades.
Na altura, o Conselho de Administração manifestou, além disso, total confiança na capacidade de gerar crescimento sustentável com a atual equipa de gestão.







