“Não nos deixaremos intimidar”, diz PM francês sobre a violência nos protestos

“Não nos deixaremos intimidar”, escreveu o chefe do executivo francês na sua conta oficial no X, dirigindo-se “àqueles que pretendem fazer destas violências um ‘aquecimento’ antes da eleição presidencial” do próximo ano.

epa13311394 A car burns at Place de la Republique as clashes break out between protesters and police during a demonstration against rising living costs and cuts to public services in Paris, France, 17 October 2026. The nationwide mobilization brings together Yellow Vest (Gilets Jaunes) activists, high school and university students, trade unions and other groups protesting rising living costs, fuel prices and deteriorating public services, while demanding improvements in education and school conditions. EPA/YOAN VALAT

O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, responsabilizou hoje “grupos de extrema-esquerda” pela violência em várias cidades francesas e prometeu levar até ao fim o projeto-lei que obriga os autores dos estragos a pagá-los.

“Não nos deixaremos intimidar”, escreveu o chefe do executivo francês na sua conta oficial no X, dirigindo-se “àqueles que pretendem fazer destas violências um ‘aquecimento’ antes da eleição presidencial” do próximo ano.

Lecornu responsabilizou “grupos de esquerda-ultra” pela organização da violência em todo o país, bem como a “delinquentes que se misturaram para pilhar e destruir”.

“Num momento em que alguns procuram a lançar o opróbrio sobre as nossas forças de segurança, eu quero dizer aos franceses que podem orgulhar-se dos seus polícias e dos seus gendarmes. Eles enfrentaram uma violência de extrema intensidade para proteger os nossos concidadãos e merecem todo o nosso apoio”, salientou.

O dirigente gaulês indicou que “as ordens são claras: exigir o pagamento das dívidas, proteger os bens e as pessoas, deter os seus autores e levá-los à justiça”

Lecornu prometeu, a este respeito, “levar até ao fim” a discussão do projeto-lei conhecido como “estraga-paga” com o argumento de que “o dinheiro público é raro” e “deve financiar os serviços públicos e não reparar sem fim aquilo que os outros estragam e destroem”, “devem ser eles a suportar o custo”.

A mensagem de Sébastien Locornu surge numa altura em que a França, de norte a sul, assiste a protestos violentos, com manifestantes encapuzados e com máscaras a incendiarem carros, partirem lojas e arremessar objetos contra as forças de segurança no meio de intensos nevoeiros de gás lacrimogéneo.


Fonte: jornaleconomico.sapo.pt

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