Atrás de Flávio Bolsonaro com 2,2 milhões de votos na primeira volta, Lula até o momento não conseguiu apoio de nenhum candidato presidencial e nem de outro partido grande, como o PSD e o MDB, que se mantêm neutros.
Nos últimos dias, o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT, de Lula) ficou em Brasília e teve uma série de reuniões com candidatos eleitos e com a sua coordenação de campanha, para mudar a estratégia para a segunda volta.
Lula colocou petistas do Nordeste, região onde tem maior aprovação, para coordenação da sua campanha, após declarar publicamente que esta foi a campanha “menos organizada” que já viu desde 1989 e mostrar-se frustrado com o resultado do último domingo.
Nos últimos dias, petistas pediram a Lula menor participação da primeira-dama, Rosângela da Silva, “Janja”, na campanha e que ceda espaço e protagonismo ao vice-presidente, Geraldo Alckimin, que já governou São Paulo, o estado mais populoso do Brasil, por quatro vezes.
O objetivo é lembrar a figura de Alckmin, após a aliança feita em 2022, uma vez que o vice-presidente, que já foi por mais de 30 anos do PSDB, um partido de direita, tem menor rejeição entre industriais, empresários e parte mais conservadora da sociedade.
Em busca dos 33 milhões de eleitores que não foram votar na primeira volta, Lula tem feito apelo à militância e a influenciadores de esquerda para convencer as pessoas a comparecerem às urnas no dia 25 de outubro, data da segunda volta.
“O nosso lema é o seguinte: Para o povo trabalhador, a proteção. Para o bandido, a prisão. Esse é o nosso lema daqui para frente”, declarou na quarta-feira, numa postura mais firme sobre o tema da segurança pública, assunto que mobiliza o público conservador e políticos bolsonaristas.
O PT e Lula também apostam na votação da Proposta de Emenda da Constituição (PEC) da redução da jornada de trabalho (para cinco dias/semana), agendada para a semana, para tentar desgastar o PL e Flávio frente aos eleitores.
Embora o PL seja contrário à proposta defendida pelo Governo Lula, o Presidente brasileiro tem provocado o adversário para saber como irá votar. Flávio, por sua vez, tem dado declarações vagas à imprensa sobre o assunto.






