Desinformação será cada vez mais determinada pela IA

Esta é uma das conclusões do documento do Observatório Ibérico dos Media Digitais (Iberifier), que refere que a inteligência artificial (IA) obriga “à reconfiguração de toda a cadeia: produção, distribuição, relação com as audiências e modelos de negócio”.

Esta transformação “desenvolve-se num contexto de elevada incerteza quanto à sua velocidade, intensidade e aos seus efeitos, o que obriga a adotar cautela na interpretação das tendências”, lê-se no documento.

Quanto à sustentabilidade do negócio, este “dependerá da transformação da relação com os públicos sem sacrificar o jornalismo de qualidade, superando a tensão entre o curto prazo e a necessidade de uma estratégia de longo prazo assente na diversificação, no reforço da marca e no desenvolvimento de dados próprios”.

A OpenAI decidiu suspender o desenvolvimento de alguns dos seus modelos de Inteligência Artificial mais avançados. A decisão foi tomada depois de alguns dos seus agentes se terem infiltrado em sites e sistemas de outras empresas e também de governos.

Miguel Patinha Dias com Lusa | 09:06 – 28/09/2026

Por sua vez, “a desinformação será cada vez mais determinada pela IA e pelas plataformas”.

Por isso, advoga o estudo, a literacia mediática, a regulação e o fact-checking [verificar factos] “são fundamentais, mas persistem elevadas incertezas quanto à sua evolução”.

O desafio, sublinha o relatório, “reside na capacidade das sociedades para se adaptarem a um ecossistema informativo cada vez mais complexo e automatizado”.

Segundo o estudo, os algoritmos “consolidam-se como os novos mediadores do ecossistema informativo, transformando a produção, a personalização, a medição de audiências e a relação entre o jornalismo e uns públicos cada vez mais fragmentados”, sendo que isto acontece “num contexto de crescente polarização”.

Além disso, “a autoridade dos conteúdos passa a assentar na sua relevância, atratividade e impacto emocional” e a “crescente valorização dos conteúdos conversacionais e de entretenimento suscita interrogações sobre a qualidade, a fiabilidade e o rigor da informação”.

Bill Gates avisa que IA pode levar a

O cofundador e antigo CEO da Microsoft, Bill Gates, acredita que existem duas fases no que diz respeito ao desenvolvimento da Inteligência Artificial. A primeira exige a criação de regulações e proteções, sendo que só na segunda a humanidade estará pronta para colher os benefícios.

Miguel Patinha Dias | 08:21 – 28/09/2026

O áudio, “em particular, atravessa importantes transformações, ultrapassando os limites da rádio tradicional”.

As mudanças narrativas “já não estão associadas a novos formatos disruptivos, mas sim à adaptação dos formatos existentes através da personalização, dos formatos audiovisuais breves e da hibridização” e “a inovação deve ser entendida como um processo estratégico, e não como uma resposta a modas tecnológicas”, conclui o relatório do Iberifier.

De acordo com a análise, “a indústria oscila entre a procura do bem-estar laboral e da saúde mental e as pressões da eficácia produtiva”.

Os novos formatos de longa duração “representam uma oportunidade para a sobrevivência do jornalismo de qualidade, em contraposição com a produção rápida”.

Segundo o relatório, “a introdução da IA nos contextos profissionais reforça a possibilidade de perda de postos de trabalho, do agravamento das condições laborais, da degradação da qualidade dos conteúdos e da necessidade urgente de formação neste domínio”.

Papa destaca laicismo, IA e eutanásia no 1.º discurso em França

O Papa Leão XIV falou hoje sobre o laicismo e alertou para os perigos da inteligência artificial e as questões relativas ao fim da vida no primeiro discurso da sua visita de quatro dias a França.

Lusa | 13:54 – 25/09/2026

A regulação, “apesar dos seus esforços, não conseguirá combater as consequências negativas”, considera, referindo que a ética passa a constituir “uma exigência prática indispensável, especialmente perante o avanço da IA e a necessidade de mecanismos de proteção da verdade”.

A recuperação da credibilidade e da relevância social “dependerá da criação de novos quadros éticos e de autorregulação mais sólidos”, salienta.

O relatório aponta ainda que “o impulso regulatório é acompanhado por incerteza institucional: existe a necessidade de mecanismos de implementação robustos que garantam uma aplicação efetiva”, mas acordos europeus “enfrentam limitações na sua aplicação a nível nacional e o confronto com os países de origem das plataformas”.

Fonte: www.noticiasaominuto.com

Leia também

Colunistas

- Publicidade -
0FãsCurtir
0SeguidoresSeguir
0InscritosInscrever