Evento reuniu chefs, produtores, artesãos, músicos e especialistas nas Portas do Sol, consolidando Santarém como palco de valorização da gastronomia, da cultura e dos produtos do território
Santarém voltou a ser palco de um grande encontro em torno da gastronomia, da cultura e da identidade do território com a realização da segunda edição do Festival Raízes Vivas, que decorreu nos dias 25 e 26 de setembro, nas Portas do Sol.
Depois da primeira edição, realizada na aldeia avieira das Caneiras, o festival regressou com uma proposta ainda mais abrangente e afirmou-se como um importante espaço de encontro entre a gastronomia, os produtos regionais, a produção agrícola, os saberes tradicionais, a sustentabilidade e a cultura.

Ao longo dos dois dias, o público encontrou uma programação diversificada, marcada pela presença de 20 chefs, produtores, agricultores, artesãos, investigadores e profissionais ligados ao território. O resultado foi um festival que colocou Santarém no centro das atenções enquanto território de sabores, conhecimento, tradição e inovação.
Com curadoria do chef Rodrigo Castelo, os Jardins da Gastronomia foram um dos grandes destaques da iniciativa, reunindo reconhecidos nomes da cozinha portuguesa, entre eles Vítor Adão, Lídia Brás, Miguel Laffan, Octávio Freitas, Justa Nobre, Noélia Jerónimo e Ricardo Luz.
A presença destes chefs contribuiu para valorizar os produtos regionais, as raças autóctones e a biodiversidade, aproximando produtores, profissionais da restauração e público num ambiente de partilha e celebração da gastronomia portuguesa.
Mais do que uma celebração da cozinha, o Raízes Vivas assumiu também uma dimensão de reflexão sobre o futuro. O Palco Futuro recebeu 11 sessões e conversas que colocaram em discussão temas como biodiversidade, ecossistemas fluviais, apicultura, agricultura regenerativa, olival, gestão da água e património rural.
As conversas permitiram aproximar diferentes protagonistas ligados ao território e lançar novas perspetivas sobre os desafios que se colocam à alimentação, à agricultura e à preservação dos recursos naturais.
A Praça de Produtores, Artesãos & Agricultores reforçou igualmente a ligação do festival às comunidades e à economia local, dando visibilidade a produtos, saberes e ofícios tradicionais. Demonstrações, atividades ligadas à agricultura regenerativa e jogos tradicionais ajudaram a criar uma experiência que foi muito além da gastronomia.
Na música, o festival proporcionou também momentos de grande envolvimento do público. Na sexta-feira, os Três Bairros, com Mafalda Veiga e Marco Rodrigues, levaram ao palco uma noite de música e encontro, enquanto no sábado a programação contou com a Orquestra Típica Escalabitana e os Deixa Andar. O DJ Boinas encerrou as noites, mantendo a animação até à meia-noite.
O conjunto das atividades transformou as Portas do Sol num verdadeiro ponto de encontro entre tradição e contemporaneidade, aproximando diferentes gerações e públicos em torno de uma identidade comum.
Um festival que reforça o protagonismo de Santarém
A segunda edição do Festival Raízes Vivas encerra com um balanço marcado pelo sucesso e pela capacidade de mobilização em torno da gastronomia, da cultura e do território.
A iniciativa reforçou a importância de Santarém enquanto território capaz de receber e projetar grandes nomes da gastronomia portuguesa, colocando a cidade cada vez mais no mapa dos acontecimentos que contribuem para a valorização e afirmação da gastronomia nacional.
Ao reunir chefs de referência, produtores, agricultores, artesãos, especialistas e público, o festival mostrou que a gastronomia pode ser também uma poderosa ferramenta de valorização territorial, preservação da identidade e criação de novas oportunidades.
Promovido pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, em parceria com a Câmara Municipal de Santarém, o Festival Raízes Vivas consolidou, nesta segunda edição, uma proposta que procura aproximar as pessoas das raízes do território e, ao mesmo tempo, olhar para o seu futuro.
Depois de dois dias de gastronomia, música, cultura, reflexão e celebração, Santarém fica, assim, ainda mais associada a um movimento que valoriza aquilo que nasce da terra, das mãos dos produtores e do conhecimento de quem mantém vivas as tradições.
O sucesso desta segunda edição deixa reforçada a dimensão do Raízes Vivas enquanto iniciativa de valorização da gastronomia portuguesa e confirma Santarém como um território com capacidade para reunir talento, tradição e inovação à mesa.





