Temos de acabar com esta espécie de masoquismo coletivo

Luís Montenegro discursou hoje perante a 81.ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, a poucos meses de Portugal regressar ao Conselho de Segurança da ONU como membro não-permanente.

“Esta é uma crise insensata porque é má para todos. Temos de acabar com esta espécie de masoquismo coletivo. E temos de o fazer rapidamente para encerrar este capítulo, que prejudica todos”, apelou, defendendo que todos têm “o dever de aprender com as lições da crise dos anos 70 e evitar repetir o que então sucedeu”.

O chefe do Governo defendeu que, por um lado, “urge pôr fim aos conflitos que se arrastam”, sem se referir, nesta parte da sua intervenção, diretamente à guerra no Médio Oriente entre Estados Unidos e Irão.

“Por outro, desde já, temos de debater e decidir, formas complementares de mitigar o impacto desta crise energética e evitar o seu prolongamento”, apelou.

O primeiro-ministro português considerou que “seria benéfico também discutir o mecanismo de formação do preço internacional do petróleo”.

“Não tenho uma solução concreta mas pergunto se faz sentido estarmos todos tão dependentes do fator especulativo e da volatilidade dos mercados financeiros e de futuros, que fazem incidir o seu efeito a toda a produção, mesmo quando a instabilidade tem origem apenas numa parcela ou num período restrito dessa produção”, questionou.

A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, esclareceu que as reservas estratégicas de combustível do país armazenadas em França são “propriedade do Estado português”, podendo ser mobilizadas “a qualquer momento por decisão do Governo”.

Daniela Filipe | 17:25 – 24/09/2026

Fonte: www.noticiasaominuto.com

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