Está assegurada a ida do presidente da China aos EUA. O governo chinês confirmou oficialmente esta segunda-feira, dia 21, que – entre os dias 23 e 25 de setembro – Xi Jinping viajará até aos EUA para se encontrar com Donald Trump.
Acredita-se que a Inteligência Artificial será uma parte importante do encontro entre os dois chefes de Estado e o líder de uma das principais empresas focadas no desenvolvimento da tecnologia não quis deixar de dar a sua opinião sobre o assunto.
O cofundador e CEO da OpenAI, Sam Altman, afirmou em entrevista à Fortune que considera que, caso chegassem a acordo sobre normas de segurança para Inteligência Artificial, tanto Trump como Xi Jinping seriam elegíveis para receberem o Prémio Nobel da Paz.
“Penso que os presidentes Trump e Xi receberiam juntos o Prémio Nobel da Paz se conseguissem concordar em algo que devia ser fácil concordar e isso seria maravilhoso”, declarou Altman. O líder da OpenAI acredita que seria importante que os dois países “concordassem em padrões e testes partilhados para o desenvolvimento” de Inteligência Artificial.
“Seria uma conquista maravilhosa”, notou Altman.
Sabe-se que o encontro entre os presidentes dos EUA e da China contará com a presença de vários líderes de tecnológicas conhecidas. Ainda que a lista completa não tenha sido anunciada de forma oficial, já se sabe Satya Nadella (CEO da Microsoft), Tim Cook (presidente executivo da Apple), Jensen Huang (CEO da Nvidia), Sam Altman (CEO da OpenAI) e Cristiano Amon (Qualcomm) estarão presentes.
Donald Trump não travará crescimento da IA
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não vai travar o crescimento da Inteligência Artificial (IA), numa altura em que garante que o país vai “à frente” da China e de todos.
“Agora, vamos à frente da China e do resto do mundo, e vou manter essa posição! Não vou travar o crescimento de uma coisa que será maior que a Revolução Industrial ou que a própria Internet”, escreveu Trump na sua rede social, a Truth Social.
A inteligência artificial será precisamente um dos temas que se prevê sejam abordados no encontro desta semana em Washington entre Trump e o Presidente chinês, Xi Jinping, no contexto da rivalidade estratégica entre as duas potências.
Em pleno debate sobre os riscos da Inteligência Artificial para a humanidade, e apesar dos alertas de diretores de empresas tecnológicas, a posição de Trump mantém-se firme.
“Seremos prudentes — para isso temos o Departamento de Justiça e outros organismos encarregados de fazer cumprir a lei, que estabelecerão limites, se necessário —, mas eu só vou incentivar a IA”, disse.
Trump acusou de enganar o público aqueles que alertam para os perigos: “As mesmas pessoas que diziam ‘todos estaremos mortos daqui a 12 anos devido ao aquecimento global’ são as que agora dizem que a IA nos vai matar, que os robôs nos vão atacar e que é tudo um desastre”.
Para o chefe de Estado norte-americano, “quem ganhar a corrida da IA, ganha!” e, por esse motivo, rejeita os pedidos de regulamentação para deter o desenvolvimento da Inteligência Artificial.
A proposta democrata de legislação sobre IA ficou paralisada devido à antecipação da pausa eleitoral na Câmara dos Representantes, medida impulsionada pelo presidente da câmara baixa do Congresso, o republicano Mike Johnson — e terá de aguardar pela próxima sessão, que só decorrerá após as eleições intercalares de 3 de novembro.







