A Apple pode estar prestes a despedir-se de Tim Cook enquanto CEO, mas o (ainda) líder da tecnológica de Cupertino adiantou que a empresa pretende enviar ajuda para os serviços de emergência e reconstrução no Nepal e no Tibete.
O anúncio surge após a tragédia desta semana em que a região foi assolada por inundações e deslizamentos de terra.
“Os nossos pensamentos estão com todos os afetados pelas trágicas inundações e deslizamentos de terra no Nepal e no Tibete”, pode ler-se na publicação partilhada por Cook na rede social X. “A Apple está a fazer uma doação para apoiar os esforços de ajuda e reconstrução no local”.
Ainda que Cook não tenha adiantado o montante da doação, é preciso lembrar que o presidente executivo da Apple costuma anunciar doações para regiões assoladas por desastres naturais e a necessitar de ajuda.
Mais recentemente, no final de julho, Cook fez uma publicação em que prometia ajuda aos países do sul da Europa afetados por fortes incêndios – entre os quais se encontrou Portugal.
Our thoughts are with all those affected by the tragic flash floods and mudslides in Nepal and Tibet. Apple is making a donation to support relief and rebuilding efforts on the ground.
— Tim Cook (@tim_cook) August 28, 2026
O que está na origem do desastre no Nepal e no Tibete
Na origem da tragédia estará o colapso de um glaciar. Um forte fluxo de água, lama e detritos desceu a grande velocidade na manhã de quarta-feira de ambos os lados da fronteira montanhosa do Nepal e do Tibete, território chinês.
No Nepal, a vaga atingiu as localidades situadas no vale do rio Trishuli, no distrito de Nuwakot, a norte de Katmandu, e no vale do Bhotekoshi, a leste da capital.
Num primeiro momento, as autoridades chinesas falaram de um deslizamento de terras, e as nepalesas de inundações.
Já de acordo com o Instituto de Estudos Geológicos dos Estados Unidos (USGS), a enxurrada pode ter sido causada pelo colapso de um glaciar, com uma violência tal que terá provocado um sismo de magnitude 5,2 e numerosos deslizamentos de terras.
Pelo menos 472 pessoas morreram e cerca de 1.400 continuam desaparecidas, de acordo com o último balanço provisório divulgado esta sexta-feira, 28 de agosto, pelas autoridades nepalesas.
Entre os desaparecidos, além dos três portugueses, estão centenas de outros estrangeiros.






